sexta-feira, 27 de maio de 2011
Posso ser assim, daqui a pouco não!
Desde pequena sempre fui encantada pelos mistérios da Vida, pelo oculto, pela espiritualidade.
Toda essa paixão foi crescendo a cada aniversário que completava.
Lia muito sobre o assunto, participava de grupos de estudo e de terapia para aprender mais e mais sobre tudo isso.
E mais: praticava tudo que aprendia para ver os resultados!
Como em tudo na minha vida mergulho fundo quando quero saber alguma coisa.
Não sei por qual razão, mas nunca havia lido - até esse ano - nenhum livro de Paulo Coelho.
Acredito que tudo tenha a sua hora.
Pois foi então que, num momento de pura monotonia, fui até a biblioteca de minha casa para escolher algum livro para ler e eis que vejo o tão famoso "Diário de um mago" e resolvo dar uma chance a ele.
Foram necessárias duas páginas iniciais apenas para que eu me convencesse a continuar a leitura.
Não conseguia parar de ler. Cada palavra parecia exercer uma espécie de encantamento em mim.
Eu me identifiquei do início ao fim com tudo que lá estava escrito. Devorei o livro em dois dias.
Depois dessa experiência, fui a um sebo e comprei todos que consegui arrematar.
Dentre eles está Brida. Um de meus favoritos.
Rolou a tal da identificação, claro!
Uma mulher de seus 20 e poucos anos que adentra no mundo da Magia.
Magia - como essa palavra me fascina!
Na página 106, tem um trecho onde me reconheci e acredito que muitos que lerão esse post também se enxergarão nesse espelho. Diz assim:
"Apesar de ter apenas 21 anos, já havia se interessado por muitas coisas; e desistido com a mesma rapidez com que se apaixonara por elas. Não tinha medo das dificuldades - o que a assustava era a obrigação de ter que escolher apenas um caminho.
Escolher um caminho significava abandonar outros. Tinha uma vida inteira para viver e sempre pensava que talvez se arrependesse, no futuro, das coisas que queria fazer agora.
Queria percorrer todos os caminhos possíveis e ia acabar não percorrendo nenhum."
Quando li esse trecho, parecia que eu mesma o tinha escrito.
Parei e chorei.
E refleti por um tempo sobre isso.
Sabe a qual conclusão eu cheguei?
O barato de Ser Humano é exatamente não precisar acertar sempre!
A vida está aí para ser vivida, experimentada, saboreada.
E fazer escolhas erradas faz parte!
O que não podemos é cometer os mesmos erros sempre.
Até porque eles servem especialmente para que possamos acertar ao nosso modo da próxima vez.
Para descobrirmos o que é bom ou não para nós!
Nessa vida carnal somos meros mortais.
Portanto se escolhemos um caminho errado - no sentido de percebermos que não era exatamente aquilo que nos deixa plenos - é só ter coragem e vontade de mudar!
Fazer uma nova escolha sem medos, sem cobranças internas, sem achar que estamos velhos demais para isso. E o mais importante: sem nos preocupamos com o que os outros irão pensar.
O que os outros pensam sobre você é problema deles. O importante é você estar em dia com a sua consciência e pleno de suas realizações.
É simples assim. Fácil assim.
Por que complicamos tanto!?
"Quanta mudança alcança nosso ser,
Posso ser assim, daqui a pouco não...."
Fernando Anitelli
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