quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rigidez X Flexibilidade

Certa vez - diria que há pouco tempo atrás - vivenciei uma experiência transformadora em minha vida: descobri que não era dona da verdade!
Passei anos da minha Vida presa a conceitos e crenças que eu acreditava serem os únicos possíveis, os mais corretos dentre os outros e até mesmo, pasmem: tentava convencer o Mundo de que somente eu estava correta.
Por muito tempo tive medo de pensar que tudo em que eu acreditava era apenas mais uma possibilidade dentre bilhões de possibilidades existentes no Universo.
Pois é, não foi fácil.
Diria que o chão foi tirado dos meus pés quando me dei conta disso.
A rigidez nos imobiliza e impede a ampliação da consciência e do discernimento.
Torna-nos obsessivos, fanáticos e apegados. E o que eu acho pior: intolerantes!
E quando você sai dessa condição, o Universo te abraça, te mostra como o leque de possibilidades é infinito!
Uma tonelada composta de excessos - de responsabilidade, orgulho, arrogância, medo, inflexibilidade - é retirada de suas costas que já se encontravam curvadas e cansadas de tanta altivez e incomplacência.
Abandonar essa rigidez é um processo doloroso, mas fator básico para o crescimento interior.
Para expandir nossa visão é necessário ampliar nossa percepção das coisas.
Diversificar nossa leitura, nossas opiniões, escutar com atenção o que o outro tem a nos dizer.
Ser flexível é ser capaz de se adaptar ao meio em que vivemos. Aceitar que existem muito mais possibilidades do que podemos sequer imaginar.
Como bem escreveu e cantarolou Raul Seixas: "Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."
E, por fim, vale a pena refletir:

"Você já percebeu quais galhos de uma árvore são os primeiros a se quebrar com um vento forte? Os galhos flexíveis, capazes de se curvar ao vento, conseguem sobreviver, enquanto os rígidos se quebram mesmo que pareçam freqüentemente mais fortes.
Sua forma de reagir à tensão e à mudança é determinante para sua paz de espírito. Por mais forte que pareça ser, se não estiver disposto a ouvir, transigir ou mudar, é provável que sofra muitas “rachaduras”. Pelo contrário, a capacidade de curvar-se aos ventos inevitáveis da vida conduz à calma e à felicidade." (Lee L. Jampolsky do livro “Atitude para ser feliz”).

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